quinta-feira, 28 de maio de 2009

As Bibliotecas Públicas na Colômbia

O Consulado da Colômbia e o Instituto Cervantes de São Paulo convidam para a palestra

As Bibliotecas Públicas na Colômbia

Palestrante: Lucila Martínez

Data: 03/06/2009

Local: Auditorio do Instituto Cervantes

Av. Paulista, 2439 Térreo

Bela Vista

Os interessados devem mandar um e-mail com nome, número de telefone e entidade para bibx1sao@cervantes.es

(lotação máxima do auditório: 100 pessoas)

terça-feira, 26 de maio de 2009

O Livro

“Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da visão; o telefone uma extensão da voz e finalmente temos o arado e a espada, ambos extensões do braço. O livro, porém, é outra coisa. O livro é uma extensão da memória e da imaginação. Em César e Cleópatra de Shaw, quando se fala sobre a biblioteca de Alexandria , os livros são descritos como a memória da humanidade. O livro é isto e muito mais, é também a imaginação. O que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Afinal que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? A função do livro é recordar.”

Jorge Luiz Borges

Biblioteca Brasiliana

São Paulo ganha Biblioteca Brasiliana

São Paulo vai ganhar uma nova biblioteca, enorme e diferente de todas as outras. São 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil.

Fonte: SPTV

A Biblioteca Brasiliana está sendo construída na Cidade Universitária, perto do prédio da reitoria. Os livros foram doados à USP pelo empresário José Mindlin, que hoje tem 94 anos de idade.

Ele passou a vida colecionando livros raros. A biblioteca deve ser inaugurada em dois mil e dez, e poderá ser acessada pela internet.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação. “São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana. A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes.

É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses. É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora.

“O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni.

O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado quatro mil livros e 30 mil imagens.

Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira.

“Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

De forma didática, José Mindlin abre sua famosa biblioteca

De forma didática, José Mindlin abre sua famosa biblioteca

Duílio Gomes*, JB Online

Há quem colecione tumbas egípcias milenares, como a artista plástica Yoko Ono, e quem faça coleção de livros raros, como José Mindlin.

Colecionar, não importa o que seja, é uma paixão antiga como o mundo e quem se dá a esse hábito (muitas vezes dispendioso) gasta mais da metade de sua vida à procura dos objetos de seu desejo e nunca se sacia.

No recém lançado No mundo dos livros (Agir. 104 páginas. R$ 29,90), o empresário paulista José Mindlin, de 95 anos, conta um pouco de sua experiência como colecionador de livros. Ao contrário do seu Uma vida entre livros, em que detalha suas garimpagens em livrarias brasileiras e estrangeiras à procura de edições raríssimas – algumas com mais de 500 anos de publicação – em No mundo dos livros ele fica exclusivamente no campo didático e, em 108 curtas mas saborosas páginas, faz comentários sobre títulos, raros ou não, escritores e a função social da literatura. Assim, após discorrer sobre a primeira Bíblia editada por Gutemberg em 1455, constata que a produção de livros está ligada intimamente à alfabetização e que, nos 300 anos do Brasil Colônia, o analfabetismo era um fato estarrecedor. “Ainda hoje”, espanta-se ele, “embora tenha crescido a alfabetização, parte dela é muito precária. ssa situação é causa e efeito de exclusão social”.

No mundo dos livros vem enriquecido com um álbum de fotos mostrando algumas relíquias da biblioeca de 40 mil obras do empresário, muitas delas, apesar de centenárias, absolutamente bem conservadas graças ao empenho de Guita, mulher do bibliófilo, que estudou conservação e restauro na Europa.

“Quem não lê, não sabe o que está perdendo”, ensina Mindlin, provando, depois, que a leitura dá, à vida, um sentido espiritual, abrindo horizontes e estimulando, ao mesmo tempo, a imaginação e o sonho. Depois disso fica mais fácil entender a grandeza de autores por ele citados, como Xavier de Maistre, Alexandre Dumas, Romain Roland, Montesquieu, Proust, Balzac, Dostoievski e os nossos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Bandeira, João Cabral, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Nélida Piñon e Graciliano Ramos.

Formado em direito pela Universidade de São Paulo, José Mindlin foi também jornalista no Estado de S. Paulo, e criou a Metal Leve, uma das grandes empresas do setor de peças automotivas do país. Em 1999 foi eleito para a Academia Paulista de Letras e em 2006 ingressou na Academia Brasileira de Letras.

“Quem lê, reivindica”. Esta é, no final do volume, outra lição-provocação do autor que, ao falar sobre a força política do livro, tece comentários virulentos sobre a censura em tempos de arbítrio e o temor que os governos arbitrários têm dos livros. Queimá-los em praça pública é a solução mais comum e covarde que tais governos de exceção encontram para ficar livres de “idéias avançadas”. A Igreja Católica, com o seu Index Librorum Prohibitorum, deixou claro também que o livro tem poderes insuspeitados e pode fazer, de uma inocente beata, uma líder de passeata. Com o punho erguido, claro.

* Jornalista e escritor

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fim dos vestibulares?

Fonte: Rubem Alves, hoje na Folha

Minha neta tinha 16 anos. Ela é inteligente, tem determinação e sua cabeça estava cheia daquelas ideias fantásticas que habitam as cabeças adolescentes. Estava se preparando para o vestibular. No sofá ela lia um caderno espiralado lindamente ilustrado. Biologia, ciência fascinante! Quantas revelações fantásticas sobre a vida deveriam se encontrar naquele caderno! Mas ela lê com uma cara de absurdo.

O absurdo produz uma expressão facial característica, mistura de raiva e tédio. Raiva porque é obrigatório que se engula aquilo contra a vontade. Tédio porque aquilo que é obrigatório engolir não faz o menor sentido. E que, por isso mesmo, será logo esquecido.

É preciso que algum fenomenólogo descreva essa expressão fisionômica, tão frequente no rosto dos alunos que se preparam para o vestibular.

Fiquei mordido de curiosidade e quis saber o que ela estava aprendendo de biologia para entrar na universidade. "O que é que você está lendo?", perguntei. Com uma cara desanimada, ela apontou com o dedo o parágrafo que estava lendo e me passou o caderno. Comecei a ler. E, à medida em que lia, minha cara foi ficando igual à dela. Eis o que li.

"Além da catálase, existem nos peroxíssomos enzimas que participam da degradação de outras substâncias tóxicas, como o etanol e certos radicais livres. Células vegetais possuem glioxissomos, peroxissomos especializados e relacionados com a conversão das reservas de lipídios em carbohidratos. O citosol (ou hialoplasma) é um colóide... No ciosol das células eucarióticas, existe um citoesqueleto constituído fundamentalmente por microfilamentos e microtúbulos, responsável pela ancoragem de organóides... Os microtúbulos têm paredes formadas por moléculas de tubulina..."

Seguia-se uma descrição da complexa rede que forma o rabo do espermatozoide...

A raiva cresceu dentro de mim e quis encontrar o culpado. Pus-me a perguntar: quem tomou a decisão de tornar obrigatório o conhecimento dessas informações? Por que esses saberes devem ser aprendidos? O que é que os adolescentes vão fazer com esses nomes? Nomes, nada mais do que nomes...

Esforço inútil, porque tudo será esquecido. A memória não é burra. Não carrega conhecimentos que não fazem sentido. A memória inteligente sabe esquecer. O absurdo educacional dos vestibulares se encontra no fato de que eu serei reprovado, os reitores serão reprovados, os professores universitários serão reprovados, os professores de cursinhos serão reprovados...

Agora os vestibulares tiveram o seu fim decretado. Fico feliz, porque há mais de vinte anos eu tenho estado lutando por isso. O que me levou a pensar muito e a escrever muito sobre esse equívoco educacional. Parte do que escrevi se encontra no meu site: www.rubemalves.com.br

Mas tenho um receio. Imaginem um restaurante que servia uma comida de gosto ruim, indigesta e que provocava vômitos e diarreia. O dono do restaurante, diante das queixas dos seus clientes, resolve fazer uma reforma na forma como a comida era servida: trocou as panelas velhas por panelas novas e a louça branca antiga, por uma louça azul. Mas a comida continuou a mesma... Será possível que isso aconteça?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Luiz Fernando Veríssimo

-Papai, o que é Páscoa?

-Ora, Páscoa é... bem.... é uma festa religiosa!

-Igual ao Natal?

-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressureição.

-Ressurreição?

-É, ressurreição. Marta , vem cá !

-Sim?

-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu   jornal.

-Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o   que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?

-Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

-O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo  menos aos domingos.  Até parece que não lhe demos uma educação cristã ! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe !  Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus ?

-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

-O Espírito Santo também é Deus?

-É sim.

-E Minas Gerais?

-Sacrilégio!!!

-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!

-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?

-Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

-Coelho bota ovo ?

-Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ?

-Era... era melhor,sim... ou então urubu.

-Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né?

-Que dia ele morreu ?

-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

-Que dia e que mês?

- (???)Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois, no Sabado de Aleluia.

-Um dia depois!

-Não três dias depois.

-Então morreu na Quarta-feira.

-Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!

-Como ?

-Pergunte à sua professora de catecismo!

-Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua ?

-É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

-O Judas traiu Jesus no Sábado ?

-Claro que não ! Se Jesus morreu na Sexta !!!

-Então por que eles não malham o Judas no dia certo ?

-Ui...

-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

-Cristo. Jesus Cristo.

-Só ?

-Que eu saiba sim, por quê?

-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

-Ai coitada!

-Coitada de quem?

-Da sua professora de catecismo!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A universidade e o conhecimento

A universidade e o conhecimento

Fonte: Mauro Santayana, Gazeta Mercantil, 30 abr. 2009

“O afunilamento do ensino universitário pode produzir eruditos,

mas não contribui para a disseminação da sabedoria”

Na entrevista que concedeu ao jornalista David Leonhart, do "New York Times", o presidente Barack Obama tocou em tema delicado na civilização atual: para que mesmo servem as universidades? Obama defende uma educação de qualidade, do jardim de infância ao fim do curso médio, que prepare as pessoas para a vida comunitária e o trabalho. As universidades devem ser centros de reflexão e de alta pesquisa. Ele deu o exemplo de seus avós maternos, que não fizeram a universidade, tiveram êxito em sua vida profissional e foram felizes. A avó, lembrou o presidente, escrevia melhor do que muitos de seus colegas na Faculdade de Direito da Universidade de Chicago, e, com um bom curso secundário, chegou a diretora de banco.

A graduação universitária, por si só, não garante o êxito profissional. O presidente lembrou que o desemprego entre os de formação universitária, em seu país, é três vezes superior aos que só têm o equivalente ao nosso segundo grau. Entre nós, os que não conseguem ocupação equivalente à sua formação, são bem mais numerosos. Encontramos todos os dias egressos de universidades, em geral privadas, dirigindo táxis, jornalistas diplomados vendendo planos de saúde, bacharéis sem o exame da OAB, vivendo de pequenos expedientes. Segundo o presidente, o mundo necessita de pessoas que sejam capazes de produzir durante a sua vida adulta, e que, para isso, bastam de 14 a 20 anos de boa escolaridade.

O ponto de vista de Obama é divulgado três dias depois que o mesmo jornal publicou instigante artigo do professor Mark C. Taylor, professor da Universidade de Columbia. Ele lamenta que as universidades estejam formando especialistas em coisas diminutas, pessoas que sabem o máximo sobre o mínimo. Conta que o melhor aluno de um de seus colegas fizera dissertação de mestrado sobre o método usado pelo filósofo medieval Duns Scotus a fim de escolher suas citações. Podemos acrescentar ao raciocínio de Taylor que se a dissertação fosse sobre o pensamento do grande franciscano, que combinava a visão realista do mundo à intransigente defesa da virgindade de Maria, já seria reduzir muito o campo de estudo. Ele poderia situar Scotus na razão escolástica do fim do século 13 – e ofereceria boa contribuição para o exame da história da filosofia cristã.

O afunilamento do ensino universitário pode produzir eruditos, mas não contribui para a disseminação do conhecimento e da sabedoria. Tenho repetido, algumas vezes, dois versos de "Rocket", poema de T.S.Elliot, que me impressionaram pela sua lucidez, e Julien Green recomendou a todas as universidades do mundo inscrevê-los no frontispício de seus edifícios: "Where is the wisdom we have lost in knowledge? Where is the knowledge we have lost in information?"

Elliot escreveu esses versos em 1934, quando o volume de informações que circulavam no mundo era infinitamente menor do que hoje. O ensino terá que buscar a sabedoria que o conhecimento oculta, e o conhecimento que a informação ofusca. Isso só se obtém com o hábito de pensar, com a capacidade crítica, ao comparar as fontes de conhecimento e, mediante a dialética, encontrar o juízo próprio sobre as coisas.

Segundo Taylor o professor geralmente prepara o aluno para seguir seus passos na vida acadêmica, dele fazendo seu clone intelectual. Trata-se de uma repetição do mesmo, em que o conhecimento produzido é uma volta ao já feito, sem a intervenção do pensamento inovador. Trabalhos acadêmicos em ciências sociais, que custam dezenas de milhares de dólares, são reproduzidos em edições de 500 ou 600 exemplares, e aproveitados por um número bem menor de leitores - salvo quando alguns professores rompem o círculo de giz e publicam seus estudos em editoras privadas.

No passado, o ensino primário, no Brasil, era suficiente para que se aprendesse a ler e a escrever. Com isso, ao ingressar no antigo ginasial, os alunos estavam preparados para apreender o resto. O ministro Fernando Haddad tem identificado nas falhas do ensino de primeiro grau as dificuldades da educação como um todo. Daí a necessidade de, mediante seleção vestibular mais rigorosa, salvar o ensino superior. Sua proposta de vestibular unificado é um bom começo, porque obrigará as escolas secundárias a melhorar seu desempenho, mas é preciso mais. É preciso enterrar as cruzinhas.

Sem massa intelectual poderosa, que só as boas universidades podem produzir, perderemos o nosso lugar no mundo e no século.